“Apaixone-se pelo problema, não pela solução” é um livro escrito por Uri Levine, cofundador do Waze. No livro, Levine oferece orientação para a construção de um negócio de sucesso. As principais mensagens do livro giram em torno da importância de adotar o pensamento focado no problema, permanecer curioso e evoluir continuamente.
A frase, que dá nome ao livro, tornou-se um mantra no mundo do empreendedorismo.
Do ponto de vista de uma consultora, considero que a frase nos convida a estar sempre explorando profundamente os problemas que nossos clientes estão enfrentando e desenhar soluções sob medida, não a solução que mais gostamos como consultores. Interpretada dessa forma, a mesma frase também pode ser elevada à categoria de mantra no mundo da consultoria.
Agora vem a provocação deste texto: o que acontece se mudarmos a frase para “Apaixone-se pelas pessoas, não pelo problema, nem pela solução”?
Do meu ponto de vista, algo fantástico acontece quando as pessoas aparecem como um elemento vital.
Imagine um mundo onde priorizamos nos apaixonar pelas pessoas, em vez de apenas nos apaixonarmos pelo problema ou pela solução. E se mudássemos nosso foco dos aspectos técnicos para a humanidade que está no centro de todos os desafios que encontramos?
Quando nos apaixonamos pelas pessoas, abraçamos a empatia e a compreensão. Reconhecemos que por trás de cada problema está uma experiência humana, uma história esperando para ser ouvida. Trata-se de conectar-se em um nível mais profundo, reconhecendo as emoções, lutas e aspirações das pessoas afetadas pelo problema em questão.
Apaixonar-se pelas pessoas significa ouvir atentamente suas necessidades e desejos. Trata-se de fazer as perguntas certas e se preocupar genuinamente com as respostas. Ao mergulhar em seu mundo, obtemos insights inestimáveis que nenhuma quantidade de dados ou análises pode fornecer.
Além disso, quando nos apaixonamos pelas pessoas, nos tornamos catalisadores de mudanças. Estimulamos as pessoas a participarem ativamente na busca de soluções, fazendo com que se sintam vistas, ouvidas e valorizadas. Trata-se de promover a colaboração e a cocriação, reunindo diversas vozes para abordar problemas desde vários ângulos.
Apaixonar-se pelas pessoas vai além da resolução de problemas. Transcende os limites de projetos e iniciativas. Quando nos apaixonamos pelas pessoas, criamos ambientes onde a compaixão e a bondade prosperam. Construímos equipes mais fortes, promovemos a inclusão e despertamos um senso de propósito que transcende meras obrigações profissionais.
Faço um chamado: lembremo-nos de que por trás de cada problema há uma pessoa que espera ser compreendida, apoiada e reconhecida. Vamos mudar nosso foco da busca rígida por soluções para a arte fluida de se conectar com a humanidade.
Em um mundo que muitas vezes pode parecer desconectado e impessoal, sejamos aqueles que escolhem ver, apreciar e amar as pessoas que fazem deste mundo o que ele é. Ao fazer isso, não apenas transformamos a maneira como abordamos os problemas, mas também nos transformamos, promovendo uma cultura de empatia, colaboração e verdadeira inovação.
“Apaixone-se pelas pessoas” esse é o meu mantra.



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